Segredos de um casamento vitorioso

fevereiro 11, 2008


Se não conseguir ver o vídeo aí, link direto para o vocêtubo aqui.

Isso sim é um casamento de conto de fadas, estou com os olhos cobertos de lágrimas.

Cicatrizes

fevereiro 10, 2008

Lembro de ter lido, visto ou ouvido falar em algum lugar (bem específico, hã?) que algum desses clubinhos do bolinha de antigamente gostava de avaliar seus membros de acordo com a quantidade e a história das cicatrizes. Agora não estou certo se esse clubinho era o dos veteranos da segunda guerra, piratas ou vikings. Provavelmente os três. Ou nenhum deles.

Eu também acho que cicatrizes podem dizer muito sobre a pessoa que você é. Por exemplo, esse que vos fala tem duas cicatrizes: uma no pé e outra no ombro, ambos esquerdos.

A do pé veio primeiro e já está até meio clarinha, lembro que era um rasgão bem malvadão no meio do meu pé de pato que até os 12 anos eu queria que fosse na bochecha para eu parecer algum personagem malvado de desenho animado. Infelizmente, ela não tem uma história tão gloriosa quanto possa parecer: pelo que eu me lembro meu pai contou que ele deixou uma faca cair no meu pé quando eu era pequeno, e ela ficou empézinha. Mas eu ainda era um moleque facilmente impressionável que queria uma cicatriz na bochecha naquela época, então eu compraria qualquer história do tipo.

A do ombro é desse ano e é ainda mais constrangedora, uma vez que dessa vez a burrice foi mais da minha parte do que do meu pai. Mas eu ainda posso jogar a culpa nos cromossomos ruins, então vá lá. Foi o seguinte: chego eu na casa de um amigo – nem lembro o porquê, mas tenho certeza de que estava sóbrio porque doeu – e como ele está sentado na cadeira do computador, eu me jogo sem olhar com a graça de um hipopótamo dançando a La Conga na cama do sujeito. E lá, me esperando, estava um ferro de passar quente que caiu em cima do meu ombro.

Mas tudo bem, quem por acaso iria querer ser amigo de veteranos da segunda guerra, vikings ou piratas?

(Aliás, também existe o clubinho dos blogueiros que escolhe seus membros pela quantidade de visitas ou comentários. Com posts desse tipo eu vou provavelmente continuar excluído desse grupinho também.)

(Pensando bem, acho que vou arranjar um machado e sair por aí desafiando pessoas para duelos)

Excertos de “Como não pegar ninguém: Um Manual Descomplicado” Parte 2

fevereiro 7, 2008

(Continuação da Parte 1)

Outra coisa vital: não tenha carro. “MAS MEU DEUS, COMO PODE SER TÃO MACHISTA E REDUZIR AS MULHERES TODAS A MARIAS GASOLINAS!”, diz a minha revoltada e hipotética amiga feminista lendo essa frase. Pena que é a realidade, com carro você pode levar pessoas a lugares legais e se divertir o que definitivamente não é o nosso objetivo aqui. Além disso, ter carro ou qualquer meio de transporte quer dizer “realização” e pessoas realizadas sempre têm mais sucesso no que quer que seja. Isso conta mesmo se você tiver ganho o carro como presente por ter passado no vestibular.

(Adendo: homens também podem ser maria-gasolina, eu mesmo presenciei alguns casos com esses olhos que a terra há de engolir)

Assuntos: não tenha nenhum. Ou melhor, tenha uma variada gama de assuntos que ninguém liga, gosta ou sequer conhece. Seja simultaneamente um especialista em programação em Java, decore o nome dos diretores de filmes pornô do início do século XX, goste de Naruto: existem muitos assuntos para os quais ninguém além de meia dúzia de nerds espalhados pela Europa oriental ligam, e a internet está aí para que você aprenda tudo sobre eles e não tenha o mínimo papo com alguém social ou mentalmente saudável.

Você pode acabar encontrando pessoas com gostos muito específicos, também: certos tipos de música, filmes, livros, etc… Esse tipo de gente, por motivos que muito provavelmente continuarão incognoscíveis até para as gerações posteriores, escolhem seus pares baseados meramente em se a pessoa gosta ou não daquela bandinha islandesa com 43 pessoas na comunidade do orkut ou se conhece o casting de cór daquele filme iraniano da década de setenta. Repúdio pelo gosto específico gera repúdio por parte da pessoa, então esse tipo é o mais fácil de se evitar.

Agora o principal, podendo ser usado tanto como último recurso quando você vê que as coisas estão dando certo demais, ou como primeira medida, quando você percebe que rolou aquela “química” instantânea: não tenha atitude. Parece mais fácil do que realmente é, não é qualquer um que consegue gaguejar ao tentar chamar alguém para sair, ignorar incoscientemente alguém “dando mole” ou se lambuzar todo tentando tomar sorvete na frente do alvo, mas é esse esforço de vontade que vai separar o joio do trigo.

Se até isso falhar, corra em círculos gritando “RABADASH” enquanto gira um braço em sentido horário e outro no anti-horário.

(E para o caso disso falhar estou escrevendo a seqüência de “Como não pegar ninguém: Um manual descomplicado” entitulada “Como não pegar ninguém: técnicas avançadas para quando parecer que não há jeito além de pegar”)

Post Scriptum: os dados usados para a composição deste artigo e dos livros não se baseia de modo algum experiência pessoal e refletem dados por amostragem. Resultados podem variar.

Excertos de “Como não pegar ninguém: Um Manual Descomplicado” Parte 1

fevereiro 4, 2008

O que segue abaixo são excertos do meu livro a ser publicado, a saber, “Como não pegar ninguém: Um manual descomplicado”. Existem certos segredos nessa prática, por alguns considerados inclusive uma arte, mas nada que uma análise profunda e pensamento acurado não consigam desvendar.

O ponto principal é descobrir quais as preferências do seu alvo (ou público alvo) e simplesmente cagar em cima delas. Quando você chegar em níveis mais avançados vai conseguir lançar jatos de merda sobre virtualmente as preferências de quase todo o sexo oposto (ou mesmo sexo, aí vai do gosto do freguês).

Atenção: O Manual não foi feito para zoófilos, pansexuais, matar baratas, enrolar baseado e ser usado como calço para aquela mesa que balança, o autor se reserva no direito de não ser responsável por tais usos indevidos.

Voltando ao tema: alguns pontos principais, vamos lá.

Primeiro, seja feio. Tem aquele blablabla de beleza ser subjetiva, mas sabemos que isso é balela: A Alizée é gostosa, a Alcione não. E não me venha com esse papo de que os nossos padrões judaico-cristão ocidentais diferem de outros histórica e geograficamente – aposto que Platão, Gengis Khan, Osama Bin-Laden e Luke Skywalker concordariam com a minha comparação.

O pacote ser feio inclui alguns itens obrigatórios, como o desleixe completo com a aparência (jogue fora aquele seu remédio para espinhas, sabonetes com cheirinho, xampus e essa caralhada toda), uma dica é tomar banho uma vez por semana apenas com sabão de coco. E apenas com fins de higiene, já que ficar sujo pode causar doenças e eu não quero mais processos.

As vestimentas são parte importante: especialmente se você souber por qual tribo você pretende começar. Hip hop? Chegue com rosa ofuscante e muito glitter (também serve contra metaleiros). Para revoltar indies e emos chegue vestido como um playboy (ou patty) e vice-versa. Use sua criatividade – quando você já estiver profissional vai compor seu estilo próprio e aí as possibilidades são sem fim: você vai vestir inconscientemente aquela camisa do sepultura com bermuda de surfista e havaianas para ir ao shopping. Se você não estiver lidando com otakus extremos(as), cosplay é eficiente com qualquer grupo.

(Parte 2 na quinta)

Resoluções de Ano Novo (Que na verdade eu só formulei agora pro dia vinte mesmo)

janeiro 29, 2008

Mudar-me de república.
Eu costumo gostar de coisas um tanto estranhas, mas a minha república não se inclui de modo algum nisso. Não que a gente tenha gaiolas onde mantemos criancinhas eslavas e cachorros yorkshire se digladiando até apenas que um saia vivo. Não, nada disso. Existem até coisas bem comuns, como por exemplo uma cozinha bagunçada e coisas jogadas por aí.

Mas as semelhanças com uma república normal param por aí (Quer dizer, mesmo a pilha de panelas aglomeradas por uma semana na pia é um pouco mais cheia de fungos do que deveria ser). O que é bizarro mesmo na república são os moradores.

Em ordem do mais, pro menos normal, começamos pelo cara que divide o quarto comigo: 19 anos (mas com cara de quase 30, juro), fuma feito uma chaminé desregulada, bebe excessivamente e ocasionalmente dá um tapa na pantera. Trabalha como garçom.

Seu irmão, que curiosamente mora em um quarto individual (maldito), 26 anos, acho, fuma feito uma chaminé desregulada, bebe excessivamente e ocasionalmente dá um tapa na pantera. Trabalha como cozinheiro. Não é no mesmo restaurante do irmão. Aliás, não sei por que sempre me perguntam isso.

Um sujeito que “presta serviços” para uma empresa cujo nome eu não lembro. Não bebe, não fuma, não dá tapa em panteras e costuma fazer uns tira-gostos que eu costumo filar. Não mora exatamente lá na república. na verdade ele é casado, tem filhos e mora em outra cidade, só que o trabalho dele é requer que ele passe as noites por lá. Deve ter uns 50 e poucos anos.

Um eletricista. Torcedor fanático do cruzeiro, gordinho, sempre visto com uma latinha de cerveja na mão. Sua parte na geladeira, na verdade, é repleta inteiramente de cervejas. Não sei nada além disso sobre esse cara. Aparenta ser um quarentão.

O último é um velhote, provavelmente com quase 70 anos. Não sei o que faz da vida. Sai de casa de manhã e volta de noitão, se tranca no quarto, fim da história. Nunca vi receber visita de ninguém. Creio que seja uma bicha velha. Sério.

Ah, e tem Eu, 18 anos, estudante de direito. Desesperado pra fugir dali.

Começar uma coleção de canecas
Bom, isso é mais uma promessa. Se eu conseguir me mudar daquele lugar, começo uma coleção de canecas. Na verdade, tenho até uma escalada pra ser a primeira, que eu venho namorando tem tempo, na vitrine de uma cafeteria. Custa dezesseis reais. Nunca que eu deixo uma caneca de dezesseis reais naquela pocilga que eu moro.

Conseguir ler e entender textos em Francês
Pelo menos, vá lá.

Manter o Ritmo na Faculdade
Apesar do excesso de bebida alcóolica no primeiro período, foram definitivamente as minhas melhores notas desde a quarta série, quando eu ainda era o melhor aluno da sala.

Começar a Praticar Atividades Físicas
Taí algo que eu nunca pensaria por numa lista de resoluções de ano novo, mas a gente tem que se adaptar a realidade. Ao chegar aqui na província, alguns amigos me alertaram que eu estava criando uma barriguinha de cerveja. Não que eu não queira ter uma, mas só depois dos 30, quando ela é sinal de respeito.

Diminuir meus padrões de qualidade
Eu vou tocar com uma banda no carnaval (É, de pop rock, reggae e axé. Pode parar de rir agora) em alguns distritos daqui. O fato é que aqui no centro da província o material feminino já não é lá de muita beleza.

(E além disso se superestima, uma mulher com a arcada dentária completa por aqui já se acha A Garrafa de Bohemia Gelada no meio do deserto)

Então eu imagino como vai ser nos buracos que a gente vai tocar. Mas como eu planejo tocar pelo menos um pouquinho bêbado, espero ser de boa.

Ter uma Vida Social Saudável
Está nas minhas resoluções de ano novo todos os anos.

E por último, mas não menos importante
Reunir uma equipe de cientistas e dar um jeito de diminuir as rotações da Terra fazendo o dia durar 36 horas. Simultaneamente, reunir pessoas o bastante para fazer manifestações para que não seja expandida a carga horária de trabalho ou estudo, criando assim mais tempo livre para cultura, diversão e encher a cara. Em terceiro lugar, registrar a patente da expressão “36 horas” e viver confortavelmente as custas dos royalties das antigas rede 24 horas.


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