(Continuação da Parte 1)
Outra coisa vital: não tenha carro. “MAS MEU DEUS, COMO PODE SER TÃO MACHISTA E REDUZIR AS MULHERES TODAS A MARIAS GASOLINAS!”, diz a minha revoltada e hipotética amiga feminista lendo essa frase. Pena que é a realidade, com carro você pode levar pessoas a lugares legais e se divertir o que definitivamente não é o nosso objetivo aqui. Além disso, ter carro ou qualquer meio de transporte quer dizer “realização” e pessoas realizadas sempre têm mais sucesso no que quer que seja. Isso conta mesmo se você tiver ganho o carro como presente por ter passado no vestibular.
(Adendo: homens também podem ser maria-gasolina, eu mesmo presenciei alguns casos com esses olhos que a terra há de engolir)
Assuntos: não tenha nenhum. Ou melhor, tenha uma variada gama de assuntos que ninguém liga, gosta ou sequer conhece. Seja simultaneamente um especialista em programação em Java, decore o nome dos diretores de filmes pornô do início do século XX, goste de Naruto: existem muitos assuntos para os quais ninguém além de meia dúzia de nerds espalhados pela Europa oriental ligam, e a internet está aí para que você aprenda tudo sobre eles e não tenha o mínimo papo com alguém social ou mentalmente saudável.
Você pode acabar encontrando pessoas com gostos muito específicos, também: certos tipos de música, filmes, livros, etc… Esse tipo de gente, por motivos que muito provavelmente continuarão incognoscíveis até para as gerações posteriores, escolhem seus pares baseados meramente em se a pessoa gosta ou não daquela bandinha islandesa com 43 pessoas na comunidade do orkut ou se conhece o casting de cór daquele filme iraniano da década de setenta. Repúdio pelo gosto específico gera repúdio por parte da pessoa, então esse tipo é o mais fácil de se evitar.
Agora o principal, podendo ser usado tanto como último recurso quando você vê que as coisas estão dando certo demais, ou como primeira medida, quando você percebe que rolou aquela “química” instantânea: não tenha atitude. Parece mais fácil do que realmente é, não é qualquer um que consegue gaguejar ao tentar chamar alguém para sair, ignorar incoscientemente alguém “dando mole” ou se lambuzar todo tentando tomar sorvete na frente do alvo, mas é esse esforço de vontade que vai separar o joio do trigo.
Se até isso falhar, corra em círculos gritando “RABADASH” enquanto gira um braço em sentido horário e outro no anti-horário.
(E para o caso disso falhar estou escrevendo a seqüência de “Como não pegar ninguém: Um manual descomplicado” entitulada “Como não pegar ninguém: técnicas avançadas para quando parecer que não há jeito além de pegar”)
Post Scriptum: os dados usados para a composição deste artigo e dos livros não se baseia de modo algum experiência pessoal e refletem dados por amostragem. Resultados podem variar.
Tags: Último Recurso, Maria Gasolina, Naruto, Rabadash
Fevereiro 8, 2008 às 11:59 pm
HUAEHUHUEHUAEHAEUHAE
Fevereiro 11, 2008 às 11:21 pm
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Fevereiro 12, 2008 às 10:59 am
kkkk morri
acho que vc realmente devia enviar isso para alguma editora
Agosto 11, 2008 às 5:40 am
hahahahhaha cara mt bom! adorei ler ri muito
tutorial de como nao pegar ninguem funciona que uma beleza.